5 de mai de 2012

Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará negro. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há alguém solidário o bastante para sair correndo e te dar uma abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem no chão, você vai lembrar de minha ternura e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus abraços e beijos, da minha preocupação com você, e só vão ter algumas musicas repetindo no seu radio: as nossas. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho delicioso denovo, o nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais, ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta, ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lagrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjoô que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu nao te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguem te olhar com meus olhos encantados você encontrará a famosa solidão. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima [..] é o tal do tempo em que você tanto fala!


(Autor desconhecido)

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